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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
Parabéns Sapo!

12 anos atrás nasceu o Sapo.

Nada associado ao animal, digamos, pouco simpático que habitualmente mora em charcos, este nosso sapo é bem mais cool.

 

Com funcionalidades para todos os gostos - notícias, serviço de e-mail, homepages, blogs e muito mais, o anfíbio mais adorado do país ainda está na pré-adolescência, mas já se impôs na internet nacional.

Dizem que temos de beijar muitos sapos até encontrar o nosso príncipe, mas nós nem precisamos de beijar este batráquio para poder dizer que ele é o nosso príncipe que está aí para reinar na internet.

E porque estes dias são teus, amigo Sapo, aqui vão os meus parabéns e desejos de continuação de bom trabalho para toda a equipa que acompanha o teu crescimento e que cujo trabalho está à vista de todos.

Feliz Aniversário...

E porque és verde cor de esperança, temos esperança que contes muitos.

 

B. Alface


Sinto-me: em festa!

Escrito por legumes às 12:04
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
Harry Potter - 1º capítulo

Olá mais uma vez!

 

Para quem quiser ler, aqui está o 1º capítulo do livro traduzido para português. Não está bem feito, mas não tive muito tempo para traduzir. Se virem algum erro, por favor digam. Espero que gostem!

 

Desculpem o tamanho da letra, é só para não ocupar ainda mais espaço.

 

HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS
 
Capítulo 1
 
A ascensão do Senhor das Trevas
 

Os dois homens apareceram do nada, a alguns metros de distância no caminho estreito e banhado pelo luar. Por um segundo permaneceram muito quietos, as varinhas apontadas ao peito de cada um; depois, reconhecendo-se um ao outro, guardaram as varinhas dentro dos mantos e começaram a andar rapidamente na mesma direcção.

- Novidades? – perguntou o mais alto dos dois.

- As melhores – replicou Severus Snape.

O caminho estava rodeado do lado esquerdo por silvas baixas e selvagens, e do lado direito por uma sebe alta e bem aparada. Os longos mantos dos homens esvoaçavam à volta dos tornozelos à medida que caminhavam.

- Pensei que estava atrasado – disse Yaxley, as suas feições rudes desaparecendo e aparecendo de vista quando os ramos das árvores tapavam o luar – Foi um bocadinho mais difícil do que esperava. Mas espero que ele fique satisfeito. Estás confiante que a tua recepção vais ser boa?

Snape acenou, mas não disse nada. Viraram à direita, para uma grande estrada que os guiava para fora do caminho. A alta sebe rodeava também a estrada, chegando até a uns impressionantes portões de ferro, que barravam o caminho dos homens. Nenhum abrandou o passo: em silêncio, ambos levantaram os seus braços esquerdos como que em saudação e passaram pelos portões como se o metal escuro fosse fumo.

Os teixos abafavam o som dos passos dos homens. Houve um ruído algures à sua direita: Yaxley tirou a sua varinha novamente, apontando-a por cima da a«cabeça do seu companheiro, mas a fonte do barulho provou não ser nada de perigoso, mas sim um pavão de cor branco puro, caminhado majestosamente ao longo do topo da sebe.

- Ele sempre gostou de luxo, o Lucius. Pavões... – Yaxley guardou a varinha no seu manto com um ronco.

Uma elegante casa senhorial apareceu na escuridão no fim da estrada, as luzes brilhando nas janelas do piso inferior. Algures no jardim escuro, por detrás da sebe, ouvia-se o barulho de uma fonte. O cascalho partiu-se por baixo dos seus pés enquanto Snape e Yaxley avançaram para a porta da frente, que se abriu ao se aproximarem, apesar de aparentemente ninguém a ter aberto.

O hall de entrada era grande, fracamente iluminado e sumptuosamente decorado com uma magnífica carpete cobrindo maior parte do chão de pedra. Os olhos das faces pálidas nos retratos das paredes seguiram Snape e Yaxley enquanto eles passavam. Os dois homens pararam à frente de uma pesada porta de madeira que os guiava até ao próximo compartimento, hesitaram por uma fracção de segundo, até que Snape puxou a maneta de bronze.

A sala seguinte estava cheia de pessoas silenciosas, sentadas à volta de uma mesa longa e ornamentada. A mobília usual da sala estava encostada descuidadamente à parede. A iluminação provinha do fogo dentro de uma elegante chaminé de mármore, tapado por um vidro brilhante. Snape e Yaxley pararam um pouco no limiar da sala. À medida que os seus olhos se habituavam à escuridão depararam-se com o cenário mais estranho: uma figura humana aparentemente inconsciente pendurada de cabeça para baixo por cima da mesa, movendo-se lentamente como se segurada por uma corda invisível, reflectida pelo espelho e pela superfície polida da mesa por baixo. Nenhuma das pessoas sentadas debaixo deste cenário singular estava a olhar para ele, à excepção de um jovem pálido, sentado debaixo dele. Parecia incapaz de evitar olhar para cima a cada minuto.

- Yaxley, Snape – disse uma voz clara e alta, do topo da mesa – Estão quase atrasados.

O falante estava sentado à frente da lareira, por isso era difícil, a princípio, para os visitantes verem-lhe mais do que a silhueta. Ao se aproximarem, contudo, a sua cara brilhou na luminosidade, sem cabelo, parecida com a de uma cobra, com fendas servindo de narinas e olhos vermelhos brilhantes, com pupilas verticais. Era tão pálido que parecia emitir um brilho pálido.

- Severus, aqui – disse Voldemort, indicando um lugar à sua direita – Yaxley – ao lado de Dolohov.

Os dois homens tomarem os seus lugares. A maioria dos olhos à volta da mesa seguiram Snape, e foi para ele que Voldemort se dirigiu primeiro.

- Então?

- Meu Senhor, a Ordem da Fénix pretende mover Harry Potter do seu actual local de segurança no próximo sábado, ao anoitecer.

O interesse à volta da mesa aumentou palpavelmente: alguns endireitaram-se, outros inquietaram-se, todos olhando para Snape e Voldemort.

- Sábado... ao anoitecer – repetiu Voldemort. Os seus olhos vermelhos fitaram os olhos pretos de Snape com tanta intensidade que alguns dos espectadores desviaram o olhar, receando que eles próprios fossem fulminados pela ferocidade do olhar. Snape, contudo, olhou calmamente para a cara de Voldemort e, passado um momento, a boca de Voldemort curvou-se, num movimento parecido com um sorriso.

- Bem. Muito bem. E esta informação vem de-

- Vem da fonte que discutimos – disse Snape.

- Meu Senhor.

Yaxley inclinou-se para a frente de forma a olhar para o fundo da mesa, para Voldemort e Snape. Todas as caras se viraram para ele.

- Meu Senhor, tenho uma informação diferente.

Yaxley esperou, mas como Voldemort não falou, continuou – Dawlish, o Auror, deixou escapar que o Potter não será movido antes de dia 30, a noite antes do rapaz fazer dezassete anos.

Snape sorriu.

- A minha fonte disse-me que há planos para lançar falsas pistas; deve ser isto. Sem dúvida, Dawlish foi sujeito ao encantamento Confundus. Não seria a primeira vez, ele é conhecido por ser susceptível.

- Asseguro-lhe, meu Senhor, Dawlish parecia muito convencido – disse Yaxley.

- Se foi Confundido, é natural que pareça convencido – disse Snape – Asseguro-te, Yaxley, que o Departamento de Aurors não vai continuar a participar na protecção de Harry Potter. A Ordem acredita que infiltrámos o Ministério.

- A Ordem sempre acertou nalguma coisa, então, eh? – disse um homem atarracado, sentado próximo de Yaxley; deu uma gargalhada sufocada que foi repetida por alguns dos presentes.

Voldemort, contudo, não sorriu. O seu olhar ergue-se, para o corpo a revolver-se lentamente por cima deles, e parecia perdido em pensamentos.

- Meu Senhor – Yaxley continuou – Dawlish acredita que um grupo grande de Aurors vai ser usado para transferir o rapaz-

Voldemort ergue uma mão larga e branca, e Yaxley calou-se de uma vez, observando amargamente enquanto Voldemort se virava novamente para Snape.

- Onde é que vão esconder o rapaz a seguir?

- Em casa de um dos da Ordem – disse Snape – O sítio, de acordo com a fonte, tem toda a protecção que a Ordem e o Ministério juntos podem providenciar. Penso que há poucas hipóteses de o trazer uma vez lá, meu Senhor, a menos que, evidentemente, o Ministro tenha sido derrotado antes do próximo sábado, o que poderá dar-nos a oportunidade de descobrir e desfazer os feitiços para passar a barreira.

- Bem Yaxley? – chamou Voldemort para o outro lado da mesa, a luz do fogo a brilhar-lhe nos olhos vermelhos – Será o Ministro derrotado até ao próximo sábado?

Mais uma vez, todas as cabeças se viraram. Yaxley endireitou-se.

- Meu Senhor, quanto a isso tenho boas notícias. Eu consegui – com grande dificuldade, e depois de um grande esforço – lançar a Maldição Imperius sobre Pius Ticknesse.

Muitos dos homens ao pé de Yaxley pareceram impressionados; o seu parceiro, Dolohov, um homem com uma cara longa e destorcida, deu-lhe uma palmada no ombro.

- É um começo – disse Voldemort – Mas Ticknesse é só um homem. Scrimgeour deve estar rodeado pelos nossos homens antes de eu agir. Uma tentativa falhada no assassínio do Ministro vai mandar-me muito para trás.

- Sim, meu Senhor, isso é verdade, mas sabe que, como Chefe do Departamento de Execução das Leis Mágicas, Ticknesse contacta regularmente não só o próprio Ministro, como também os Chefes de todos os outros departamentos do Ministério. Vai ser fácil, penso, agora que temos um homem do Ministério com uma posição tão elevada sob o nosso controlo, subjugar os outros, e podem trabalhar todos juntos para derrotar Scrimgeour.

- Desde que o nosso amigo Ticknesse não seja descoberto antes de ter convertido todos os outros – disse Voldemort – A este ritmo, continua improvável que o Ministro seja meu antes do próximo sábado. Se não conseguirmos alcançar o rapaz no seu destino, então tem de ser enquanto ele viaja.

- Aí estamos em vantagem, meu Senhor – disse Yaxley, que parecia determinado em receber algumas congratulações – Temos agora muitas pessoas a vigiar no Departamento de Transporte Mágico. Se o Potter Aparecer ou usar a rede Floo, não saberemos imediatamente.

- Ele não vai viajar de nenhum desses modos – disse Snape – A Ordem está a evitar qualquer forma de transporte controlada ou regulada pelo Ministério; eles desconfiam de tudo o que tenha a ver com aquele sítio.

- É melhor assim – disse Voldemort – Ele vai ter que se mover na rua. É mais fácil de o alcançar.

Novamente, Voldemort olhou para cima, para o corpo a revolver-se lentamente enquanto prosseguia – Deverei alcançá-lo eu próprio. Houve muitos erros em relação a Harry Potter. Eu próprio errei algumas vezes. O facto de Potter ainda sobreviver é mais devido aos meus erros, do que os seus triunfos.

O grupo à volta da mesa olhou Voldemort apreensivamente, cada um, devido à sua expressão, com medo de ser culpado pela continua existência de Harry Potter. Voldemort, contudo, parecia falar mais para ele próprio do que para os outros, ainda discursando para o corpo inconsciente por cima dele.

- Tenho sido descuidado, e por isso fui derrotado pela sorte e pelo destino, os destruidores dos melhores engendrados planos. Mas agora sei mais. Compreendo coisas que não compreendia antes. Devo ser o que matará Harry Potter, e serei.

Depois destas palavras, e como se fosse uma resposta para elas, um grito repentino soou, um terrível choro de miséria e dor. Muitos dos que estavam à mesa olharam para baixo, assustados, uma vez que o som parecia ter vindo debaixo dos seus pés.

- Wormtail – disse Voldemort, sem mudar o seu tom calmo e pensativo, e sem mover os seus olhos do corpo revoltoso por cima dele – não falei já contigo para manteres o nosso prisioneiro quieto?

- Sim m-meu Senhor – arquejou um pequeno homem ao meio da mesa, que se tinha afundado tanto na sua cadeira que, à primeira vista, parecia que estava desocupada. Levantou-se do seu assento e apressou-se a sair da sala, deixando nada para além dum curioso brilho prateado para trás.

- Como estava a dizer – continuou Voldemort, olhando novamente para as caras tensas dos seus seguidores – Compreendo tudo melhor, agora. Precisarei, de momento, de uma varinha emprestada por um de vocês antes de matar o Potter.

As caras à volta dele não mostravam nada para além de choque; podia ter anunciado que queria um dos seus braços emprestado.

- Não há voluntários? – disse Voldemort – Vamos ver... Lucius, não vejo razão para continuares a ter uma varinha.

Lucius Malfoy olhou para cima. A sua pele parecia amarelada e baça à luz da fogueira, e os seus olhos pareciam vidrados e ensombrados. Quando falou, a sua voz estava rouca.

- Meu Senhor?

- A tua varinha, Lucius. Preciso da tua varinha.

- Eu...

Malfoy olhou para a sua mulher pelo canto do olho. Ela estava a olhar para a frente, tão pálida como ele estava, o seu longo cabelo louro a cair-lhe para as costas, mas por baixo da mesa os seus dedos elegantes fecharam-se por momentos em volta do seu pulso. Ao seu toque, Malfoy pôs a sua mão no manto, tirou a varinha e passou-a a Voldemort, que a segurou em frente aos seus olhos vermelhos, examinando-a de perto.

- O que é?

- Salgueiro, meu Senhor – murmurou Malfoy.

- E o núcleo?

- Dragão – uma tira de coração de dragão.

- Bom – disse Voldemort. Tirou a sua própria varinha e comparou os comprimentos.

Lucius Malfoyfez um movimento involuntário; por uma fracção de segundo, parecia que estava à espera de receber a varinha de Voldemort em troca. O gesto não passou despercebido a Voldemort, cujos olhos se arregalaram maliciosamente.

- Dar-te a minha varinha, Lucius? A minha varinha?

Alguns dos espectadores riram-se.

- Dei-te a tua liberdade, Lucius, não é o suficiente para ti? Mas tenho reparado que tu e a tua família parecem tudo menos felizes ultimamente... o que há na minha presença na tua casa que te desagrada, Lucius?

- Nada... Nada, meu Senhor!

- Tantas mentiras, Lucius... 

A voz suave parecia silvar mesmo depois da boca cruel ter parado de se mover. Um ou dois feiticeiros suprimiram um arrepio á medida que o silvo aumentou de som; podia-se ouvir o barulho dalguma coisa pesada a rastejar pelo chão debaixo da mesa.

A serpente enorme emergiu para trepar pela cadeira de Voldemort. Ela subiu, aparentemente interminável, e pousou sob os ombros de Voldemort; o seu pescoço da grossura da coxa de um homem; os seus olhos, com fendas verticais como pupilas, sem piscar. Voldemort fez-lhe festas distraidamente, com os seus longos e magros dedos, ainda a olhar para Lucius Malfoy.

_ Porque é que os Malfoys parecem tão infelizes com a sua sorte? Não é o meu retorno, a minha subida ao poder, o que disseram desejar por tantos anos?

- Claro, meu Senhor – disse Lucius Malfoy. A sua mão tremia quando limpou o suor do seu lábio superior – Nós desejávamo-lo... nós desejamos.

À esquerda de Malfoy, a sua mulher fez um aceno estranho e hirto, os seus olhos desviando-se de Voldemort para a serpente. À sua direita, o seu filho Draco, que tinha estado a observar o corpo inerte acima dele, olhou rapidamente para Voldemort, e afastou o olhar novamente, aterrorizado para fazer contacto visual.

- Meu Senhor – disse uma mulher escura, ao meio da mesa, a sua voz impregnada de emoção – É uma honra tê-lo aqui, na casa da nossa família. Não pode haver maior prazer.

Ela estava sentada ao lado da sua irmã, tão diferente dela em aparência, com cabelo escuro e pálpebras pesadas, como no seu comportamento; onde Narcissa se sentava rígida e impassiva, Bellatrix inclinou-se para Voldemort, como se meras palavras não pudessem demonstrar o seu desejo de proximidade.

- Não há maior prazer – repetiu Voldemort, a sua cabeça inclinada para um lado, enquanto examinava Bellatrix – Isso significa muito, vindo de ti, Bellatrix.

A sua cara corou, os seus olhos encheram-se com lágrimas de felicidade.

- O meu Senhor sabe que apenas falo a verdade!

- Não há prazer maior... mesmo comparado com o feliz evento que, como ouvi, ocorreu na tua família esta semana?

Ela olhou para ele, os seus lábios entreabertos, evidentemente confusa.

- Não percebo o que quer dizer, meu Senhor.

- Estou a falar da tua sobrinha, Bellatrix. E a vossa, Lucius e Narcissa. Ela acabou de casar com o lobisomem, Remus Lupin. Devem estar tão orgulhosos.

Houve uma explosão de gargalhadas à volta da mesa. Muitos inclinaram-se para trocar olhares sorridentes, alguns bateram na mesa com os seus punhos. A serpente gigante, não gostando do barulho, abriu a sua boca e silvou zangadamente, mas os Devoradores da Morte não a ouviram, tão contentes que estavam com a humilhação de Bellatrix e dos Malfoys. A cara de Bellatrix, tão recentemente corada de felicidade, tomou um feio tom vermelho escuro.

- Ela não é nossa sobrinha, meu Senhor – gritou por cima das gargalhadas – Nós – a Narcissa e eu – nunca mais olhámos para a nossa irmã desde que casou o Sangue de Lama. Esta peste não tem nada a ver connosco, nem nenhuma besta que case com ela.

- O que é que dizes, Draco? – perguntou Voldemort, e embora a sua voz estivesse quieta, ouviu-se nitidamente por cima dos assobios e das risadas – Vais tomar conta dos cachorros?

As gargalhadas aumentaram; Draco Malfoy olhou aterrorizado para o seu pai, que estava a olhar para baixo, para o seu colo, e depois captou o olhar da sua mãe. Ela abanou a sua cabeça quase imperceptivelmente, continuando em seguida o seu olhar fixo para a parede oposta.

- Chega – disse Voldemort, acariciando a serpente zangada – Chega.

E as gargalhadas morreram de vez.

- Muitas das nossas famílias mais antigas ficaram um pouco conspurcadas com o tempo – disse ele, enquanto Bellatrix o fitava, sem fôlego e implorando.

- Vocês devem purificar a vossa, não devem, para a manterem nobre? Cortar as partes que ameaçam a pureza do resto.

- Sim, meu Senhor – murmurou Bellatrix, e os seus olhos encheram-se de lágrimas de felicidade novamente – À primeira oportunidade!

- Tê-la-ão – disse Voldemort – E na tua família, tal como no resto do mundo... deveremos cortar a porcaria que nos infecta até que só permaneçam aqueles de puro sangue...

Voldemort levantou a varinha de Lucius Malfoy, apontou-a directamente à figura que se movia lentamente suspensa por cima da mesa e deu um jeito com o pulso. A figura ficou consciente com um gemido e começou a lutar contra cordas invisíveis.

- Reconheces a nossa convidada, Severus? – perguntou Voldemort.

Snape levantou os olhos para a cabeça virada para baixo. Todos os Devoradores da Morte estavam a olhar para a prisioneira agora, como se tivessem permissão de mostrar curiosidade. Quando se virou para encarar a luz do fogo, a mulher chorou, numa voz aterrorizada:

- Severus! Ajuda-me!

- Ah, sim – disse Snape, quando a prisioneira se voltou novamente.

- E tu, Draco? – perguntou Voldemort, fazendo festas na cabeça da serpente com a sua mão livre. Draco abanou a sua cabeça desastradamente. Agora que a mulher tinha acordado, parecia incapaz de olhar para ela novamente.

- Mas claro, tu não terias as suas aulas – disse Voldemort – Para aqueles que não sabem, estamos hoje reunidos com Charity Burbage que, até recentemente, ensinava na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts.

Ouviu-se pequenos sons de compreensão à volta da mesa. Uma mulher larga, com dentes pontiagudos bufou.

- Sim... A Professora Burbage ensinava as crianças de bruxas e feiticeiros tudo sobre os Muggles... como eles não são tão diferentes de nós...

Um dos Devoradores da Morte cuspiu no chão. Charity Burbage moveu-se para encarar Snape novamente.

- Severus... por favor... por favor...

- Silêncio – disse Voldemort, com outro movimento da varinha de Malfoy, e Charity silenciou-se como se tivesse uma mordaça – Não satisfeita em corromper e poluir as mentes das crianças feiticeiras, a semana passada a Professora Burbage escreveu uma ardente defesa dos Sangue de Lama n’ O Profeta Diário. Os feiticeiros, diz ela, devem aceitar estes ladrões do seu conhecimento e magia. O fim dos feiticeiros puro sangue, diz a Professora Burbage, é uma situação desejável... ela gostaria que nos associássemos todos com Muggles... ou, sem dúvida, com lobisomens...

Ninguém se riu desta vez: não havia dúvida da raiva e desagrado na voz de Voldemort. Pela terceira vez, Charity Burbage moveu-se para encarar Snape. Lágrimas escorriam dos seus olhos para o seu cabelo. Snape devolveu-lhe o olhar, impassivelmente, enquanto ela se virava novamente.

- Avada Kedavra.

A luz verde iluminou todos os cantos da sala. Charity caiu, com um som ressonante, na mesa por baixo dela, que tremeu e se partiu. Muitos Devoradores da Morte afastaram-se para trás nas suas cadeiras. Draco caiu da sua para o chão.

- Jantar, Nagini – disse Voldemort suavemente, e a serpente gigante deslizou dos seus ombros para a madeira polida.  

M. Espinafres                       


Sinto-me: bem
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Escrito por legumes às 23:24
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Harry Potter and the Deathly Hallows

Olá a todos!

 

Como sabem, dia 21 de Julho saiu o último livro do Harry Potter - Harry Potter and the Deathly Hallows.

 

Neste livro, Harry, Ron e Hermione não vão para Hogwarts juntamente com os seus amigos. Fazem antes uma viagem pelo país em busca dos restantes Horcruxes de Voldemort, sozinhos, e contando apenas com as informações que Dumbledore lhes deu. Enfrentam muitos perigos nesta jornada; desde o momento da saída de Harry de sua casa, durante a própria viagem, e na batalha final. Felizmente, Harry pode contar com a ajuda dos seus amigos, para se safar de algumas situações perigosas. 

 

Para mim, é o melhor livro, de longe, de todos os sete, não só por ter mais acção, como também pelo enredo que a autora construiu ao longo dos livros e que revela neste último. Pormenores curiosos, que a princípio não nos apercebemos nos outros livros, aparecem neste, com grande relevância (como o facto de Voldemort ser descendente dos Peverell).

 

Aconselho-vos vivamente a ler o livro. É espectacular! Se não gostarem de ler em inglês, ou não conseguirem, esperem até Outubro, quando o livro vai sair, mas acho que vale a pena o esforço. Vão ver que quando o começarem a ler não conseguirão largá-lo! Ah, e depois de o lerem digam-me se o Harry e o Voldemort são ou não parentes. Fiquei com essa impressão ao ler um capítulo do livro...

 

Cumprimentos de uma fanática.

 

M. Espinafres

 


Sinto-me: faladora
Estou a ouvir: Numb - Linkin Park
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Escrito por legumes às 22:50
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007
Bem-vindos à mercearia!

Olá!

É um bocado esquisito fazer uma inauguração do blog e ir de férias a seguir, mas suponho que as minhas "sócias" estejam ansiosas por escrever...

 

A ideia da "mercearia" é minha, mas o nome foi escolhido pela Cebola e eleito por maioria absoluta (entre três pessoas, LOL).

 

Num Mundo tão estranho, suponho que ninguém estranhasse se visse legumes falantes que é o que por acaso somos.

Tencionamos falar de livros, música, séries e filmes.

 

Da próxima vez que entrarem numa mercearia, tenham cuidado, pois os legumes podem estar a ouvir as vossas conversas.

 

Espero que as outras duas façam o favor de actualizar isto enquanto eu estou fora, e que a restante trupe decida que isto é uma boa ideia e alinhe.

 

Boas férias,

 

B. Alface

 

 


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Escrito por legumes às 11:41
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Parabéns Sapo!

Harry Potter - 1º capítul...

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